Björk prometeu com Volta fazer as pazes com os simpatizantes de uma música menos experimental - afinal ninguém agüentava tanta "irreverência" e "originalidade" apresentadas em discos em que se predominam a voz humana (como em Médulla de 2004, siim.. no disco inteiro não existiam instrumentos, somente vozes) e faixas enormemente chatas e com cara de trilha sonora de enterro (falamos de Drawing Restraint 9, trilha do filme homônimo dirigido por seu atual marido Matthew Barney e estrelado por ela).
Houve até mesmo quem apostasse que, com a participação do produtor Timbaland (o mesmo de Nelly Furtado) a islandêsa se voltasse um pouco para o hip hop. (N.R: alguém botou fé num absurdo desse?)
Apesar de Björk ter um gosto musical extremamente voltado para o pop e mainstream, afinal a musa é fã assumida de Michael Jackson e ABBA, Volta não veio tão simples assim. Manteve um pouco da atmosfera estranhíssima da trilha de Drawing Restraint 9 nas faixas "Vertabra by Vertabrae" e "Pneumonia", trouxe de volta o tom alegre e rítmico daqueles tempos de "Human Behaviour" no primeiro single do disco "Earth Intruders" e cantarolou feliz por entre arranjos de instrumentos de sopro lembrando um pouco Vespertine em "Wanderlust".
Tem até espaço para rebeldia em "Declare Independence" em que a baixinha berra em versos cheios de atitude: "Declare independence, don't let then do that to you!".No todo, Volta cumpre seu papel. Trouxe uma Björk mais pop, digestiva e divertida. O disco têm seus pontos fracos ofuscados por muita qualidade.
Por falar nisso, os shows da turnê do álbum são um capítulo a parte. Björk roubou a cena no Festival Coachella deste ano no deserto de Indio, na California.
Ouça uma vez e estranhe. Dê esta chance à Björk. Ela merece.
Pode baixar o vídeo de "Earth Intruders" aqui (rapidshare).

Um comentário:
depois da minha cunhada, essa é a japa mais foda do mundo! \o/
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