terça-feira, 15 de maio de 2007

A idade as vezes pesa. E muito!

Já ouviu dizer por aí que quanto mais alguém envelhece, melhor fica (tenebrosa comparação ao whisky)?
Posso provar o contrário? Então ouça o antológico e eterno The Idiot de Iggy Pop, um dos pais da maluquice.

Logo após o fim da banda The Stooges, a qual Iggy era o vocalista, ele encontrava-se novamente viciado em heroína e sem esperanças alguma de algum dia retomar o sucesso que Raw Power e Fun House tiveram. Ninguém prestava atenção neste ser estranho que Iggy Pop já era naquela época (estamos falando de meados da década de 1970!), quando apareceu em seu caminho um fã confesso: David Bowie. Nos mesmos anos Bowie vivia o estrelato intenso com o álbum Young Americans conjuntamente com a tragédia que seria seu vício em cocaína.

Pouco tempo depois Iggy integrou a turnê de Bowie do álbum como convidado especial e foi levado para a casa do amigo em Vevey, na Suíça, para compôr músicas para um futuro disco. Após, David conseguiu um contrato de três discos para Iggy, sendo renovável por mais tempo no caso dele se sair bem. Foi aí que em 77 (mais precisamente em março) era lançado The Idiot.

São claras as referências a David Bowie neste álbum, até porque ele é produtor e compositor do trabalho. Alguns anos depois, Bowie utilizou a faixa "China Girl" em seu disco entitulado Let's Dance (um dos melhores de sua carreira), o qual seria um de seus maiores hits. Destaque para as excelentes "Sister Midnight" (a primeira faixa do álbum), o fundo de boteco barato "Nightclubbing" e "Mass Production".

O tempo ainda guardava alguns imprevistos e surpresas ótimas para a dupla. Pouco tempo após o lançamento de The Idiot, a imprensa descobriu a "extrema generosidade" de Bowie para com Pop. Maldaram de todos os jeitos, chamando Iggy de "menininho de Bowie", o que lhe causou certo desconforto. Bowie se explicou: "Eu queria que Iggy voltasse a ter os holofotes devidos e por isso concordei em ajudá-lo em sua volta", e Iggy reforçou: "Ele me ajudou demais, cobrindo os custos iniciais da excursão e me ajudando a montar um show. Foi um pouco chato quando começou todo falatório por ele ser apenas o tecladista, mas o que eu poderia fazer? Ele é uma estrela e quis apenas me ajudar. Não tenho queixas".

Brinquedo ou não de David, no mesmo ano a dupla lançou o ótimo Lust For Life. Aguns dizem ser o fim da boa fase na carreira do desengonçado Iggy por se tratar do último disco seu a ser produzido por Bowie, tendo que se virar sozinho em Kill City também de 1977.

O resto da discografia de Iggy é completamnte descartável. Realmente vale o registro somento aos primeiros dois álbuns que tornaram-se ícones do rock mundial.

A idade para Iggy Pop não fez bem, na verdade.. não fez nada bem! A única maneira que o vemos por suas apresentações ao vivo é se babando de cerveja, vestindo uma calça que mal cabe em uma mulher anoréxica, sem blusa e balbuciando alguma coisa estúpida que ele acha estar cantando. Volta pro Bowie, Iggy!

Um comentário:

Juliana Tuma disse...

Tadinho do Iggyyyyyy...

O que me fascina nos Rockstars é essa loucura, tipo do primeiro ao último álbum eles vão se acabando de tanto se drogar...

Aauhuahauhauhauha...