quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Cada Vez Melhor.

Aos 48 anos, Aimee só amadurece musicalmente.


Existem artistas que em meio minuto de música já os identificamos. Voz peculiar, som peculiar como um todo. Aimee Mann é deste jeito. Com vários discos lançados, participações em trilha sonora memorável e grande reconhecimento mundial, esta americana nascida no ano de 1960 (atualmente com 48 anos, acredite se quiser) em Richmond, iniciou sua carreira com a banda ‘Til Tuesday que conseguiu notável sucesso a ponto de estourar na MTV americana um single chamado “Voices Carry”. Infelizmente, ‘Til Tuesday foi banda de um sucesso somente, o que levou Aimee a levar sua carreira solo adiante, para nossa sorte, apesar de que esta não teria sido a primeira banda de Aimee (nos anos 80 ela já fazia parte do Young Snakes, com um álbum gravado e uma coletânea lançada em 2004).


O ponto mais importante de sua carreira não foi sua saída da famigerada banda, nem o lançamento de seu primeiro disco, mas sim quando o diretor de cinema Paul Thomas Anderson a convidou para a trilha sonora de seu próximo filme a ser lançado na época, “Magnólia”, filme este que ele afirma ter escrito inteiro ouvindo seu excelente álbum Bachelor Nº 2 de 2004.


A partir daí, surgiram inúmeros convites como aparições em seriados de tv, shows beneficentes, festivais e finalmente o reconhecimento internacional merecido.


Aimee, excelente compositora, já foi indicada ao Oscar de melhor canção com “Save Me”, ao Grammy e ao Globo de Ouro, tudo isso em meio a participações em outras trilhas e já engatilhando seu quarto disco Lost In Space. Este é um disco conceitual, todo construído como se fosse um conto de fadas, segundo a própria Aimee, sobre pessoas que não se encaixam na lógica racional de nossa sociedade e estão por aí em esquinas ou trancadas em seus lares. Ao final, ela convida o ilustrador Seth McClain para trabalhar nos gráficos do disco, dando idéia de livros de contos. Um ano depois, tendo em vista o enorme sucesso do álbum, foi lançada uma versão dupla de Lost In Space com um songbook contendo um segundo disco com as versões ao vivo de músicas do original, mais lados-b e duas canções inéditas, sendo disponibilizadas ao público somente 20 mil cópias, claro, não teve lançamento no Brasil.


Esse ano, Aimee lançou Smilers, abandonando as guitarras e se dedicando a faixas tiradas de teclados. Mas isso é assunto para outro dia, enquanto isso vale a pena conhecer a artista por estes dois trabalhos maravilhosos: Bachelor Nº 2 (o melhor de todos) e Lost In Space (o mais reconhecido).

sábado, 13 de setembro de 2008

Um Pouquinho de Literatura...


Aos leitores práticos (ou preguiçosos para muitos), diretos e a procura de um livro de auto-ajuda de verdade (nossa, como soa ridículo este rótulo!), o britânico Paul Arden presenteia com o genial Tudo O Que Você Pensa, Pense Ao Contrário, trazido ao Brasil pela editora Intrínseca.


Indo muito além do tão famigerado estilo “auto-ajuda best seller”, Arden explora um personagem “do contra”, baseando otimismo não em se fazer o seguro e usual: mas sim em ousar e fazer exatamente o contrário do que todos ao seu redor. Claro, em muitas passagens deste livro de bolso o autor, para o leitor brasileiro, pode parecer extremamente longe da realidade, afinal de contas vivemos em um país em que o cidadão que não possui ensino superior pouca chance tem de se manter, quem dirá subir na vida. Porém esse tipo de observação é exceção nesta obra tão bem pensada, ilustrada e humorada. É um convite à reflexão criativa e intrigante sobre as maneiras de crescer ou mudar o rumo de uma vida: será mesmo que o jeito ordinário e comum nos leva a algum lugar além do marasmo?


Paul Arden incita a ousadia através da contrariedade. Leitura pop, de se devorar em 1 hora no máximo, entretenimento puro com um toque de seriedade e muita verdade.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Os Últimos Suspiros do Brit-rock... ou não!

O The Verve retorna em ótima forma, após 11 anos sem lançar nada


Superando todas as expectativas e acima de qualquer previsão feita pelos críticos ou entendidos no assunto, o Verve volta em 2008 fazendo música de extrema qualidade e bom gosto. Subestimados no passado como banda, tendo excelentes discos esfumaçados pelo sucesso de um só single, o The Verve não somente terminou suas atividades em 1999, mas ao longo dos anos 90 chegaram a se separar para após retornar (mais precisamente em 1995 voltando dois anos após para arrebatar o mundo com “Bittersweet Simphony”). Na verdade, eles formam uma banda tão importante e tão pouco ouvida que nunca deveria ter se separado.

A primeira faixa de Forth já agrada de primeira: “Sit and Wonder” é uma balada muito bem escrita que cai como uma luva na voz de Richard Ashcroft. Logo após vem o primeiro single do novo disco, “Love Is Noise” com um ar meio U2. Para quem gosta, um prato cheio. O resto do disco segue muito bem incluindo a tranqüila “Numbness” e a mais pop de todas “Valium Skies”, uma das melhores do álbum. Fechando com chave de ouro, “Appalachian Springs” traz toda a força necessária para a última faixa de um disco.

O retorno da banda já vale simplesmente pelo fato deles conseguirem trazer a tona um disco de boa qualidade, tendo em vista que retornos demorados raramente trazem boas surpresas. Portishead por exemplo, demorou um tempo enorme para produzir um álbum com faixas inéditas para reaparecer com o insosso Third, sem surpresa alguma e fazendo até o que não deveria: descaracterizando um pouco o bom som da banda e adicionando elementos desnecessários e sem vida. Não é o caso do grupo de Ashcroft.
Grande banda, grande disco: excelente retorno!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Só orgulho pro papai..

Capa de Into The Sun, lançado em 1998.



Ah, ta certo. O que você conhece de Sean Lennon? Ponha longe seus preconceitos de "filho do homem", dê uma chance para este som despretencioso e fácil que o cara faz. Não vá esperando nenhum disco conceitual, produções extremas e mirabolantes do tipo "lendárias e únicas".

Sean Taro Ono Lennon é o segundo filho de John, sendo o primeiro com Yoko. Nasceu em 1975 em Nova York, onde vive atualmente produzindo e cantando. Ao longo de sua carreira nos anos 90 trabalhou em projetos interessantes como as meninas do Cibo Matto e o grupo derivado delas entitulado Butter 08 (chegando a lançar um álbum homônimo em 1996 pela Grand Royal, o mesmo selo a jogar no mercado discos de gente como os Beastie Boys, Luscious Jackson, Ladies Who Launch, Kostars, Buffalo Daughter, Atari Teenage Riot, entre outros que faziam a alegria dos seguidores de Fábio Massari e seu "Lado B" na MTV nos meados da década passada). Este selo teria falido ainda nos meados dos anos 1990, porém tendo voltado à ativa em 98.

Em especial, o disco de Sean lançado no mesmo ano em que se tem notícia do retorno das atividades do selo Grand Royal (98) entitulado Into The Sun é o mais propício para conhecer o trabalho do rapaz de cara. Recheado de uma atmosfera pop e saltitante por muitas vezes, se destacam as excelentes "Queue", "Bathtub" e a faixa-título. Bastante "reconhecível", a voz de Sean ajuda ainda mais a agradar os adoradores desse estilão alternativo. Em "Two Fine Lovers", ele ainda arrisca uma baladinha romântica, resultando numa misturada meio Mutantes (para quem não sabe, uma das principais influências de Sean é a banda de Rita Lee).

Claro, nem este nem o segundo disco do cara ("Friendly Fire" de 2006) estão disponíveis em mercado nacional, tudo importado! Os milagres que a internet faz, não é verdade?

terça-feira, 24 de junho de 2008

Folk pop de primeira

Famoso no mundo inteiro por ser um dos eventos mais importantes da música, além de ser o responsável por reunir todos os anos as vozes e instrumentistas mais cultuados do planeta, o Montreux Jazz Festival, desde 1967 quando ocorreu sua primeira edição, nos traz apresentações memoráveis. Em seu palco já subiram nomes como Van Morrison, Count Basie, Gilberto Gil, Elis Regina, Eric Clapton, BB King, Hermeto Pascoal, New Order, Lou Reed, Nina Simone e Ella Fitzgerald.

Entre tantos monstros e lendas, aparece a pequenina Suzanne Vega. Chamada também de "a mãe do mp3" (por ter um dos seus maiores hits, "Tom's Diner", sido usado para teste do sistema de compressão de arquivos de música no início dos anos 90). Logo após o sucesso repentino, veio outro seguido com "Luka", uma balada que trata da violência infantil. Porém Suzanne não é somente uma voz bonita, é pura criatividade. Elogiadíssima por suas composições, Vega tem um estilo próprio folk que marca e agrada demais.

Neste show, datado da edição de 2004, nos traz muita surpresa. Perfeito para as manhãs de domingo em que você está arrumando sua casa, ou simplesmente senta na frente da tv procurando algum vídeo musical tranquilo e cantável: pop. É pop no melhor sentido da palavra feito com extrema inteligência e bom humor em muitas vezes.

Este dvd é um pouco dificil de ser encontrado em lojas populares, uma boa dica é procurar na Livraria Saraiva e na CD Point.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Sigur Rós se mantém como um dos grupos mais promissores da atualidade

Uma boa dica pra quem gosta de bons lançamentos é o novo disco dos Sigur Rós, entitulado simplesmente de Med Sud í Eyrum Vid Spilum Endalaust (lançado oficialmente dia 23 de junho, porém sem previsão para chegar no Brasil).

O grupo vem cheio de novas sonoridades até o fim da primeira metade do álbum. Após, "o de sempre" no cardápio da banda: músicas longas, emocionantes e muito bem arranjadas. Muita gente reclamou da duração das faixas, que seriam longas demais sem necessidade alguma, diferentemente de outros trabalhos do grupo que precisariam ter um tempo maior. Na verdade, não se pode esperar uma revolução absurda no som de uma banda de um disco para outro, assim como os outros, Med Sud í Eyrum Vid Spilum Endalaust irá agradar sim aos fãs do grupo e de seu estilo de sempre. Quem sabe eles não são adeptos do ditado "em time que está ganhando não se mexe"?


Um dos discos mais importantes de 2008, com certeza!


No exterior, o lançamento de Med Sud í Eyrum Vid Spilum Endalaust acompanha uma luxuosa edição com um dvd exclusivo mais um livro de 192 páginas mostrando (ambos) o making of do disco.

O ponto alto do álbum é a faixa "Gobbledigook" (primeiro single) e "Vid Spilum Endalaust". Música de primeira linha, sem dúvida alguma!

domingo, 23 de março de 2008

Anjo ou diabo?

Pôster publicitário da época do lançamento de "Blaue Engel".



Humilhação, desespero e loucura provocados pela luxúria e sedução de uma bela vedete, este é o tema do clássico O Anjo Azul de 1930. O filme foi inspirado no livro homônimo escrito por Henrich Mann no início do século XX, segundo consta, uma das maiores publicações da literatura alemã de todos os tempos.


As obras (tanto o livro quanto o filme) contam a estória do professor de lingua inglesa da escola local, Prof. Immanuel Rath, que tem a idéia de ir a um inferninho chamado “Blaue Engel” (Anjo Azul) para pegar alunos seus no flagra durante a noitada. Mal ele sabia que o pesadelo de sua vida alí começava quando conheceu Lola Lola, uma vedete que de supetão o encantou. Se encanta pela vida boêmia ao lado de sua deusa, perde o emprego, o respeito que possuia por todos na comunidade até se transformar com o passar dos anos em um homem amargo e cego pela paixão e ódio que possui pela mulher que mais amou. É um conto do quanto perigoso o amor pode se tornar, o que ele faz com o respeito, dignidade e estabilidade.


O Anjo Azul permaneceu proibido por muitos anos em muitos países por conter não somente cenas fortes consideradas à época como as pernas rechonchudas porém belas de Dietrich a mostra, mas por tratar de um tema pesado e suspeito (ainda mais com o nazismo em plena ascensão), mesmo assim não impediu a projeção da bela Marlene Dietrich (no brilhante papel de Lola Lola) na época de seu lançamento. A fotografia do filme impressiona pela atmosfera escura e triste dos inferninhos a beira de cais e portos, sempre regados de muita cerveja e belas vedetes. O diretor Josef von Sternberg, chegou a ser indicado para o Oscar como melhor diretor por “Marrocos” de 1931 e em 32 por “Expresso de Shangai” (que também contam com Dietrich no elenco). Ainda houve outro clássico de Marlene nas mãos de Sternberg em 1932 com o lançamento de “A Vênus Loira”.


Esse diretor, nascido em 1894 em Vienna na Austria, passou sua infância dividido entre Nova York e Vienna. Dirigiu por volta de 30 filmes, escreveu mais de uma dezena além de atuar, produzir e editar outros vários até 22 de dezembro de 1969 quando faleceu vítima de um ataque cardíaco. Durante sua vida esteve ao lado de Dietrich – além dos já citados – em “Desonrada” (Dishonored), “A Imperatriz Vermelha” (The Scarlet Empress) e “The Devil Is A Woman” todos da década de 30. A biografia de Dietrich contém alguns fatos curiosos como o que Hitler a convidou para atuar em filmes a favor do nazismo, tendo ela recusado e se tornado cidadã estadunidense, Adolf a chamou de traidora. Outra briga com o nazismo alemão foi em 61 quando estrelou o filme “Julgamento em Nuremberg” que tratou do ódio nazista e do holocausto, tendo retornado a sua terra pátria em 62 por estar em turnê mundial como cantora (sim, ela se descobriu cantora quando, na segunda guerra mundial, era convidada a aliviar as dores dos soldados em shows oferecidos às tropas aliadas) e logo no aeroporto foi vaiada e, de novo, chamada de traidora. Já no fim de sua carreira, contracenou com David Bowie em “Apenas Um Gigolô” de 1978, para depois morrer sozinha em seu apartamento na capital francesa por causas naturais em 6 de maio do ano de 1992. Em toda sua vida foi indicada ao Oscar uma vez em 31 por “Marrocos” e ao Globo de Ouro por melhor atriz em drama em 58 por “Testemunha de Acusação”, além de possuir sua própria coleção no Deutsche Kinemathek - Museum für Film und Fernsehen (Cinemateca Alemã – Museu de filme e televisão).


O Anjo Azul é um clássico absoluto, não daqueles monótonos porém clássicos. Um filme emocionante, real para alguns mas acima de tudo um retrato forte e cruel do amor. Poucos conseguiram pintá-lo com tanta maestria.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

O selo mais importante dos anos 80 continua de pé!

O grupo formado por gêmeos italianos e uma japonesa, todos nova-iorquinos.


Já houve uma época em que o 4AD tornou-se o mais comentado, idolatrado e respeitado selo de música independente do mundo levando maravilhas como Cocteau Twins, Breeders e Pixies aos ouvidos dos quatro cantos do globo. O tempo passou e a história não mudou tanto assim, apesar do esquecimento do 4AD através dos anos.

Poucos são os que ainda lembram do logotipo simples mas de extrema significância para o mundo fonográfico em que, ao tocar o disco (bem 80's) teria a grata surpresa de ouvir um som etéreo e viajante. Pouco após essa época data o grupo Blonde Redhead, novato em terras brasileiras. Pouco se ouve e ouviu falar da banda nova-iorquina formada pelos gêmos italianos Simone e Amadeo Pace com vocais principais da japonesa Kazu Makino, apesar de já estarem em seu sétimo álbum com o lançamento de "23" em 2007, porém o destaque se mantém em Misery Is A Butterfly de 2004.

Donos de uma sonoridade única - raridade nos dias atuais - a abertura do disco fica por conta da excelente "Elephant Woman", tema final do filme teen americano "Garota Má.com", única faixa com reconhecimento no Brasil. Um pop rasgado na forma mais inteligentemente bela do termo, dando ao ouvinte logo de cara a séria impressão de que não está ouvindo um simples álbum pop. "Messanger" segue a mesma linha porém com vocal masculino. Outros destaques ficam por conta de "Doll Is Mine", a faixa-título do álbum ("Misery Is A Butterfly"), "Magic Mountain", a linda "Pink Love" (uma das minhas preferidas) e "Anticipation". Uma verdadeira viagem aos tempos áureos e magníficos do 4AD.


Com certeza este é o que se pode chamar de disco insuperável do grupo que ainda tem muito o que mostrar ao mundo, sem apelação de sintetizadores estúpidos, produções desnecessariamente rebuscadas e pobres que queimaram a música pop através dos anos. A simplicidade rebuscada no som do Blonde Redhead encanta, talvez seja essa a formula.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Estilo cabelinho raspado não muda jamais.


A calmaria de Sinead O'connor é algo que até agora eu não consegui entender muito bem. Não consegui absorver ou apreciar, na verdade.

A primeira impressão soa estranha ao se ter notícia de que a irlandesa não mais se dedicou ao pop rasgado, mas dessa vez soltou um álbum duplo de salmos (!), logo ela que já teve sérios problemas com o cristianismo ao rasgar ao vivo no Saturday Night Live de 92 uma foto do papa João Paulo II, o apontando como o real inimigo do mundo, agora iria posar de cantora cristã. Logo aquela moça que nunca vimos com um fio de cabelo na cabeça - a não ser quando usou uma peruca no clipe de "No Man's Woman"), cujas performances são fortes e tão frágeis ao mesmo tempo (devido sua timidez). Tudo
bem que Sinead nunca foi um sinônimo íntegro de rebeldia até por que hoje em dia ela já é mãe de quatro filhos - todos de pais distintos - e em entrevistas recentes só tem falado de seu disco pacífico e que pensa em continuar escrevendo músicas para corais, porém se espera algo mais de alguém que causou tanta polêmica anos atrás. Já havia anunciado algumas vezes o final de sua carreira sem cumprir nenhuma delas com a palavra lançando discos logo após. Desta vez não foi diferente: lançou dvd ao vivo se despedindo, mas dois anos depois lança um álbum de reggae com composições de Bob Marley e Peter Tosh, e logo em seguida, passado um ano somente, reaparece com este Theology em 2007.

Não se pode ver neste último trabalho de Sinead o ponto alto de rebeldia em sua carreira, jamais! Um disco duplo com salmos e composições próprias, além de covers de Tim Rice e Andrew Lloyd Webber, sendo gravado parte em Dublin (disco acústico entitulado "Dublin Sessions") e em Londres (disco elétrico "London Sessions"); sendo produzido pela própria Sinead ao lado de Steven Cooney e Ron Tom. Desconsidere completamente o primeiro disco inteiro: extramamente cansativo e pretencioso. London Sessions (que conta com praticamente as mesmas músicas do disco acústico em versões elétricas, longe do chato "voz e violão" do primeiro) é mais intenso e energético, que acaba combinando mais com a voz de Sinead. Destaque para o pop rasgado em "Psalm 33" e "We People Who Are Darker Than Blue" na versão do segundo disco.

Atualmente a cantora está em turnê na europa para divulgação do disco, soltando declarações cristãs como esta: "Há muitas coisas belas na religião, é que há alguns fanáticos que a interpretam de maneira incorreta. O Islamismo, em sua essência, é uma religião muito bonita”, disse. “Há um grupo pequeno de fanáticos difamando-a. O mesmo acontece nos EUA, com pessoas como George Bush difamando o Cristianismo. No final das contas, quem fica com má fama é Deus, e eu não concordo com isso.”


Aparentando uma idade avançada com sinais de cabelos grisalhos pela cabeça, a cantora de 41 anos mostra que ainda vai durar um bom tempo musicalmente falando. Ainda terá muita energia, é uma irlandesa forte e rebelde a sua maneira. Pode vir Sinead, estaremos esperando. Só não pode deixar o carro-forte de sua música de lado, o pop.