sábado, 24 de outubro de 2009

Submissos à experimentação

De volta, o grupo não abandona a fórmula que deu certo

Sem fazer alarde e com pouca promoção, os apreciados Flaming Lips chegam com seu 12º álbum de estúdio intitulado Embryonic.


Contando com retornos às sonoridades antigas (a exemplo de “Evil”, terceira faixa do disco que mais parece ter saído de “Yoshimi Battles The Pink Robots” de 2002), letras inspiradas por temas de submissão e violência trazidas pelo gosto dos caras por filmes como “The Night Porter” (O Porteiro da Noite, no Brasil) da italiana Liliana Cavani; não deixaram a peteca cair e nem perderam sua identidade conquistada após tantos erros de início de discografia. Acertando álbum após álbum, com Embryonic não é diferente. A mistureba é fantástica, única e a cara dos Flaming como podemos ver em faixas como “Aquarius Sabotage” (uma das criações advindas de freak-out jams que o grupo faz, todas apelidadas por signos astrológicos) e “If” (segundo Wayne Coyne, uma resposta à “Evil” cantada por Steven Drozd, o baterista do grupo).


Primeiro disco duplo da banda, segundo Wayne declarou em entrevista recente à revista Billboard, foi a melhor forma escolhida para resolver o dilema da escolha entre o que permanece no álbum e o que se transforma em b-side e completa: “Alguns dos meus discos favoritos, como o White Album dos Beatles, o Physical Grafitti do Led Zeppelin e mesmo algumas coisas mais longas que o Clash fez, parte da razão para gostar deles é que não são focados, eles são livres".Pode-se considerar este como o disco mais “a vontade” dos caras, o som dos Flaming Lips tocado pela primeira vez sem o apelo comercial significativo (salvador da pátria do grupo, diga-se de passagem) de álbuns como “Yoshimi...” e “At War With The Mystics” misturado com profunda experimentação - característica fundamental desses americanos.


Destaque para “I Can Be A Frog” em que Karen O (do Yeah Yeah Yeahs) faz participação especial dando voz ao que Wayne afirma poder ser.


Fantástico!

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