
A calmaria de Sinead O'connor é algo que até agora eu não consegui entender muito bem. Não consegui absorver ou apreciar, na verdade.
A primeira impressão soa estranha ao se ter notícia de que a irlandesa não mais se dedicou ao pop rasgado, mas dessa vez soltou um álbum duplo de salmos (!), logo ela que já teve sérios problemas com o cristianismo ao rasgar ao vivo no Saturday Night Live de 92 uma foto do papa João Paulo II, o apontando como o real inimigo do mundo, agora iria posar de cantora cristã. Logo aquela moça que nunca vimos com um fio de cabelo na cabeça - a não ser quando usou uma peruca no clipe de "No Man's Woman"), cujas performances são fortes e tão frágeis ao mesmo tempo (devido sua timidez). Tudo bem que Sinead nunca foi um sinônimo íntegro de rebeldia até por que hoje em dia ela já é mãe de quatro filhos - todos de pais distintos - e em entrevistas recentes só tem falado de seu disco pacífico e que pensa em continuar escrevendo músicas para corais, porém se espera algo mais de alguém que causou tanta polêmica anos atrás. Já havia anunciado algumas vezes o final de sua carreira sem cumprir nenhuma delas com a palavra lançando discos logo após. Desta vez não foi diferente: lançou dvd ao vivo se despedindo, mas dois anos depois lança um álbum de reggae com composições de Bob Marley e Peter Tosh, e logo em seguida, passado um ano somente, reaparece com este Theology em 2007.
Não se pode ver neste último trabalho de Sinead o ponto alto de rebeldia em sua carreira, jamais! Um disco duplo com salmos e composições próprias, além de covers de Tim Rice e Andrew Lloyd Webber, sendo gravado parte em Dublin (disco acústico entitulado "Dublin Sessions") e em Londres (disco elétrico "London Sessions"); sendo produzido pela própria Sinead ao lado de Steven Cooney e Ron Tom. Desconsidere completamente o primeiro disco inteiro: extramamente cansativo e pretencioso. London Sessions (que conta com praticamente as mesmas músicas do disco acústico em versões elétricas, longe do chato "voz e violão" do primeiro) é mais intenso e energético, que acaba combinando mais com a voz de Sinead. Destaque para o pop rasgado em "Psalm 33" e "We People Who Are Darker Than Blue" na versão do segundo disco.
Atualmente a cantora está em turnê na europa para divulgação do disco, soltando declarações cristãs como esta: "Há muitas coisas belas na religião, é que há alguns fanáticos que a interpretam de maneira incorreta. O Islamismo, em sua essência, é uma religião muito bonita”, disse. “Há um grupo pequeno de fanáticos difamando-a. O mesmo acontece nos EUA, com pessoas como George Bush difamando o Cristianismo. No final das contas, quem fica com má fama é Deus, e eu não concordo com isso.”
Aparentando uma idade avançada com sinais de cabelos grisalhos pela cabeça, a cantora de 41 anos mostra que ainda vai durar um bom tempo musicalmente falando. Ainda terá muita energia, é uma irlandesa forte e rebelde a sua maneira. Pode vir Sinead, estaremos esperando. Só não pode deixar o carro-forte de sua música de lado, o pop.
A primeira impressão soa estranha ao se ter notícia de que a irlandesa não mais se dedicou ao pop rasgado, mas dessa vez soltou um álbum duplo de salmos (!), logo ela que já teve sérios problemas com o cristianismo ao rasgar ao vivo no Saturday Night Live de 92 uma foto do papa João Paulo II, o apontando como o real inimigo do mundo, agora iria posar de cantora cristã. Logo aquela moça que nunca vimos com um fio de cabelo na cabeça - a não ser quando usou uma peruca no clipe de "No Man's Woman"), cujas performances são fortes e tão frágeis ao mesmo tempo (devido sua timidez). Tudo bem que Sinead nunca foi um sinônimo íntegro de rebeldia até por que hoje em dia ela já é mãe de quatro filhos - todos de pais distintos - e em entrevistas recentes só tem falado de seu disco pacífico e que pensa em continuar escrevendo músicas para corais, porém se espera algo mais de alguém que causou tanta polêmica anos atrás. Já havia anunciado algumas vezes o final de sua carreira sem cumprir nenhuma delas com a palavra lançando discos logo após. Desta vez não foi diferente: lançou dvd ao vivo se despedindo, mas dois anos depois lança um álbum de reggae com composições de Bob Marley e Peter Tosh, e logo em seguida, passado um ano somente, reaparece com este Theology em 2007.
Não se pode ver neste último trabalho de Sinead o ponto alto de rebeldia em sua carreira, jamais! Um disco duplo com salmos e composições próprias, além de covers de Tim Rice e Andrew Lloyd Webber, sendo gravado parte em Dublin (disco acústico entitulado "Dublin Sessions") e em Londres (disco elétrico "London Sessions"); sendo produzido pela própria Sinead ao lado de Steven Cooney e Ron Tom. Desconsidere completamente o primeiro disco inteiro: extramamente cansativo e pretencioso. London Sessions (que conta com praticamente as mesmas músicas do disco acústico em versões elétricas, longe do chato "voz e violão" do primeiro) é mais intenso e energético, que acaba combinando mais com a voz de Sinead. Destaque para o pop rasgado em "Psalm 33" e "We People Who Are Darker Than Blue" na versão do segundo disco. Atualmente a cantora está em turnê na europa para divulgação do disco, soltando declarações cristãs como esta: "Há muitas coisas belas na religião, é que há alguns fanáticos que a interpretam de maneira incorreta. O Islamismo, em sua essência, é uma religião muito bonita”, disse. “Há um grupo pequeno de fanáticos difamando-a. O mesmo acontece nos EUA, com pessoas como George Bush difamando o Cristianismo. No final das contas, quem fica com má fama é Deus, e eu não concordo com isso.”
Aparentando uma idade avançada com sinais de cabelos grisalhos pela cabeça, a cantora de 41 anos mostra que ainda vai durar um bom tempo musicalmente falando. Ainda terá muita energia, é uma irlandesa forte e rebelde a sua maneira. Pode vir Sinead, estaremos esperando. Só não pode deixar o carro-forte de sua música de lado, o pop.
Um comentário:
Gostei do post.
Sinéad merece!
Quer rebeldia maior do que lançar um álbum duplo, com as mesmas músicas (!), mas com versões diferentes (!), de músicas baseadas em salmos bíblicos???
Ela só faz o que quer - o que não deixa de ser rebeldia pura!
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